Beta Pen – Caneta Metálica Sem Tinta

AQUISIÇÃO

Quando soube de uma caneta que escreve sem tinta, apenas com o depósito de partículas de metal, fiquei abismada! Eu tinha de ter aquela caneta! Achei no site da Grand Illusions e comprei sem pestanejar. Custou £12,99 (R$ 35), mais £7,45 (R$ 20) de frete. Eu sei, frete carísssimo! Mas valeu a pena, digo, a caneta!

Beta Pen

 

Ah, a caneta também está disponível para venda no site da Vat19.

 

CONCEITO

Parece incrivelmente inovador nos tempos existir uma caneta que escreve sem tinta, marcando o papel com metal. Entretanto, este conceito era bastante comum na Idade Média, quando se escrevia e se desenhava em prata – sim, prata! As canetas com ponteira de prata perduraram até o Renascimento, sendo alguns de seus usuários artistas como Leonardo da Vinci, Dürer e Rembrandt.

Como funciona a escrita em metal? Funciona mais ou menos como a grafita: a fricção da ponteira no papel desgasta a mina, que então marca o papel com o depósito de partículas de grafita, formando letras e desenhos.

 

BETA PEN

Axl Weinbrecht resgatou as canetas sem tinta daquela época ao criar a Beta Pen, uma caneta que escreve em metal. Infelizmente, devido à atual conjuntura econômica, as canetas não têm mais ponteira de prata (buá), mas uma liga metálica que contém chumbo. Chumbo?!? É venenoso? Sim, se você lamber a caneta. Simplesmente, não lamba a caneta! É nojento e você pode desenvolver várias infecções antes de ser finalmente envenenado pelo chumbo.

A Beta Pen tem hoje vários irmãos:

 

Vários tipos da caneta Beta

 

A Beta Pen escreve como lápis brasileiro, ou seja, necessita de um certo esforço (fricção) para escrever, o que não deve ser nenhum problema para quem adora escrever em alto-relevo como eu (mão pesada). Eu disse “lápis brasileiro” porque desde os tempos de Cabral as minas de grafita daqui são duras e difíceis de marcar o papel – ao contrário da grafita japonesa, que não requer quase esforço. De qualquer modo, eu não comprei esta caneta para escrever, e sim para desenhar (leia-se rabiscar). Para escrever, pode ser um tanto maçante devido à fricção necessária para deixar um traço forte no papel.

 

VANTAGENS / DESVANTAGENS

A “tinta” não borra e não é apagável. Além disso, ela não passa para o outro lado do papel. O principal problema de usar somente lápis no caderno é a incrível habilidade do carbono em replicar o que é escrito do lado de lá da folha – serve como um verdadeiro “papel carbono”, marcando todas as páginas. Isso não ocorre com a Beta Pen. Você pode riscar todo o lado de uma folha, virá-la e escrever do outro lado que nada ocorrerá com a folha anterior, visto que o metal não transfere assim facilmente.

Como é feita de metal e não tem tinta, pode-se usar a Beta Pen de ponta-cabeça, embaixo d’água e ainda não há problemas para aqueles que escrevem com a caneta a 45-60 graus como eu. Além disso, não tem problemas de mudança de cor e é acid-free!

Outra vantagem é que a quantia de metal usada para marcar o papel é mínima, o que resulta em desgaste ínfimo da ponteira… e isso quer dizer também que a caneta durará mais do que você. Caso em alguns anos você consiga desgastar tanto a Beta Pen a ponto de precisar apontá-la, é só lixar sua superfície com lixa comum mesmo. Lixar a superfície? Mas toda a ponteira é feita dessa liga metálica? Quer dizer que posso desenhar com toda a ponteira? Exatamente. Deite a Beta Pen contra o papel e você conseguirá efeito similar a um bastão de carvão – ou de um lápis com grafita exposta (ideal para desenho).

Uma das grandes desvantagens é que a Beta Pen não tem uma performance consistente em todos os tipos de papel. Em papel manteiga, por exemplo, é sofrível. Ela escorrega no papel – e por onde ela escorrega não adianta tentar escrever novamente com ela: parece água e óleo. Apenas papéis de média a alta rugosidade conseguem extrair o máximo da Beta Pen, como se vê abaixo:

 

Escrevendo com Beta Pen

 

 

RESUMO

  • Nome: Beta, Pen
  • Fabricante: Axel Weinbrecht Design
  • Dimensões aproximadas: 158 mm de comprimento e 95 mm de diâmetro
  • Composição: alumínio anodizado (corpo), liga metálica (ponteira de escrever)
  • Variações – composição do corpo: madeira, alumínio pintado ou alumínio anodizado
  • Variações – tipo: Beta Pen (mostrada aqui), Beta Twin (2 ponteiras), Beta Key Ring (versão pocket de chaveiro com tampa), Beta Alpha (versão pocket de chaveiro para montar), Beta Pocket Pen (versão pocket com tampa), Beta Peg (versão angulosa com prendedor na ponta) e Beta Magnet (versão pocket para montar com tampa).
  • Produção: Patente pendente.
  • Origem: Alemanha

(Fonte: Axl Weinbrecht Design)

 

OPINIÃO

  • Para quem tem mania de rabiscar a toda hora como eu, a Beta Pen é ótima para economizar! Recomendo-a também aos artistas de plantão. Agora, para quem quer escrever mesmo, é melhor usar uma outra caneta.
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