Lapiseira Pentel P200 Sharp e Ohto Promate PM700

A lapiseira Pentel P200 série Sharp é a queridinha entre engenheiros e arquitetos por seu relativo baixo custo e excelente performance. Você reconhece um verdadeiro engenheiro pela qualidade das lapiseiras que possui no bolso da camisa (não se pode dizer o mesmo das canetas – engenheiros têm péssimo gosto para canetas, ao contrário dos arquitetos, ohohoho!). Ideal para desenhos técnicos, croquis e mesmo para escrever no dia-a-dia, a Pentel P200 tornou-se a lapiseira mais copiada por marcas “genéricas”.

Saiba distinguir uma P200 original de uma genérica!

A P200 possui os dizeres “Pentel JAPAN” gravados no corpo logo acima da rugosidade do grip, e também no anel do clip. Aliás, há 10 anéis no grip que criam a rugosidade necessária para a lapiseira não escorregar. O mecanismo de soltura de grafite (parte interna com “garras” onde é rosqueada a ponteira da lapiseira) tem cerca de 1 cm. O corpo possui 12 facetas (seção dodecagonal) e apresenta uma depressão em 11 delas abaixo do anel do clip. A manga de proteção é fixa, logo não deve se mexer se você der umas batidinhas contra uma superfície rígida . O mecanismo não permite a volta da grafite a não ser que você mantenha pressionado o botão no topo da lapiseira – portanto libere um pouco a grafite (2 cliques = 1 mm) e dê mais algumas batidinhas contra uma superfície rígida. Se voltar, jogue a lapiseira no chão e grite “Pirataria!” e saia correndo antes que o dono da papelaria o pegue. Lembre-se que dar batidinhas é diferente de apunhalar – não use força em demasia.

Como a grafite não tem proteção entre a manga metálica e o mecanismo de soltura, a grafite pode quebrar caso você derrube a lapiseira no chão. Aliás, pode quebrar dentro do cilindro de reserva das minas de grafite. Portanto, tome cuidado – especialmente se a mina da grafite pertencer à família B (mais mole). O conceito está melhor ilustrado no site do Dave.

Recomenda-se sempre recolher a mina antes de guardar a lapiseira, para evitar que a ponta se quebre e/ou tinja tudo o que tocar de grafite. Para isso, mantenha pressionado o botão da extremidade (capinha da borracha) e aperte a mina de grafite para o interior a manga metálica (com o dedo ou contra uma superfície).

Mas espere!

Notou uma lapiseira nas fotos que não é Pentel? Pois é, economia de foto. Essa lapiseira não é nada menos que a série descontinuada da Ohto, a elusiva Promate PM700 (na foto, a PM709 de 0.9 mm). Tão elusiva que mal dá para ver a marca escrita no corpo da lapiseira, apagada rapidamente com o uso. A Ohto PM700 é uma lapiseira com sistema amortecedor: se você pressionar a mina de grafite com força contra o papel, ela será recolhida em aproximadamente 1 mm (2 cliques). Ótimo para quem escreve com força descomunal e vive rasgando folhas – só para constar, eu não chego a tanto. A Ohto PM700 tem o corpo todo metálico, com revestimento em borracha (parte preta). Você pode girar o marcador da extremidade perto da borracha de 2B a 4H para se lembrar da dureza da mina (meio inútil para mim, visto que só uso 2B). O interessante é que o corpo dessa lapiseira é rosqueável logo acima do grip metálico, expondo todo o tubo plástico de reserva de carga – ao contrário da Pentel P200, em que a reserva de carga é escondida dentro do corpo. Apesar disso, o tubo permanece preso ao corpo, conforme foto abaixo.

De qualquer modo, tanto a P200 quanto a PM700 são recarregadas retirando-se a borracha da extremidade. Ah, a PM700 tem uma agulha presa à parte inferior da borracha para desentupir minas de grafite presas na manga metálica – coisa que a P200 não tem, infelizmente.

RESUMO

Considerando que a série Promate série 700 da Ohto foi descontinuada, só vou pôr no resumo os dados da Pentel P200.

  • Nome: PENTEL P200 (P203, P204, P205, P207, P209 – de acordo com o diâmetro da mina de grafite)
  • Série: SHARP
  • Fabricante: Pentel
  • Diâmetro da mina de grafite (mm): 0.3, 0.4, 0.5, 0.7 e 0.9
  • Mecanismo: avanço incremental da grafite acionado por botão de apertar, manga de proteção fixa de 4 mm
  • Composição: plástico (corpo), metal (mecanismo, ponteira rosqueável, capa da borracha, clip)
  • Variações – cor do corpo: roxa (0.3), verde (0.4), preta (0.5), azul (0.7), mostarda (0.9)
  • Produção: Desde 1970
  • Origem: Japão

(Fonte: Leadholder)

OPINIÃO

  • A PENTEL P200 série Sharp é minha lapiseira favorita há mais de 10 anos. Recomendadíssima!
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20 comentários em “Lapiseira Pentel P200 Sharp e Ohto Promate PM700

    • concordo com vc! de lapiseiras sempre preferi as da Pentel, mas de canetas uso somente as da Uniball! ah e grafites só da Pilot! de qualquer maneira, essas marcas japonesas são as melhores do mercado mundial! 🙂

      • Olá, Shigeki! Nunca usei as grafites da Pilot. Uso uma que acho que é da Uniball, de boa performance. Qual grafite da Pilot você costuma usar?

        Dizem que as canetas alemãs também são excelentes – veja a Lamy – mas ainda não consegui pôr minhas pobres mãos em uma, hehe.

        Bem vindo ao blog!

  1. ha, tava procurando informações sobre lapiseiras pentel e o seu site foi o primeiro da lista no google! vc já testou as outras series da pentel? graphgear, graph 600, sensi-grip…?

    • Uau, não imaginava que meu site era o primeiro da lista do Google! Também, só os aficionados que procuram este assunto.^^ Já usei a Graphgear, mas ainda prefiro o design da série Sharp, ainda que a angulação entre o corpo e a manga metálica seja semelhante. É uma questão de hábito.

  2. Sobre a lapiseiras P200, no corpo dela não vem mais escrito “Pentel JAPAN”, pois eles são feitos aqui no Brasil agora!
    Mas mesmo assim elas são originais! Só para ficarem atualizados!

  3. Cara Mari, que bom achar alguém que goze dos mesmos gostos que eu. Sou arquiteto e achei seu Blog fantástico.
    Na verdade o que me trouxe até aqui foi uma lapiseira OHTO com corpo plástico e ponteira retrátil, consegui um número de série OP 500 no site do fabricante mas não consigo nenhum fornecedor aqui em SP. Você conhece esta “Máquina”? Pode me dizer algo sobre ela?

    • Puxa, Gióia, muito obrigada pelos elogios! Tentarei atualizar o blog com mais frequência.^^ A OP-500 é realmente uma lapiseira de respeito – adoro a ponteira retrátil e o corpo translúcido para mostrar o mecanismo! – e fazia parte da linha premium da OHTO. Pelo que pude ver, esta série foi descontinuada e substituída pela Promecha, daí a dificuldade de se encontrá-la até no exterior. Vale conferir no eBay: é capaz que alguns vendedores ainda tenham essa lapiseira em estoque.

      É claro, ainda há a linha premium da Promecha (premium da premium) chamada Super Promecha. Confira a Ohto Super Promecha PM-1500S, esta sim é uma máquina mortífera! 😀

      Seja bem vindo ao site!

  4. Meu namorado acabou de entrar na faculdade de Engenharia Civil, e queria presenteá-lo com uma lapiseira. Gostaria de saber qual a melhor “ponta”, a 0.5 ou 0.7 (ou outra). E também queria sua opinião para outras lapiseiras, por acaso teria uma ainda melhor que você recomendaria? Obrigada.

    • Bem vinda ao site, Narayana! A Pentel é a escolha clássica de engenheiros e arquitetos – seu namorado não pode ficar sem uma sob risco de ser marginalizado pelos colegas! Hehehe, brincadeiras à parte, para desenho a mais recomendada é a 0.5 pela precisão. Caso ele a utilize mais para escrever, vá de 0.7 ou 0.9. Engenheiros de obra gostam muito da 0.9 para utilizarem em campo (deixa um traço bem grosso). Como tenho a mão pesada (grafites finas quebram comigo), uso 0.7 e 0.9.

      Eu gosto muito de uma lapiseira da Uni (a Kuru Toga) para escrever, pois o sistema rotativo deixa a grafite sempre apontada – e sem quebrar, mesmo sendo 0.5! No entanto, ela é péssima para desenho justamente pelo mesmo sistema rotativo – muita instabilidade.

  5. Principiando desculpem-me pelas ausencias dos acentos e cedilhas.

    De antemao os instrumentos de escritas a grafitas, os quais mantem-se nos mesmos angulos de pegadas ao semigira-los — semigirar: habito e costume comum e corente, mantenedor da ponta-cone-natural — nos atos manusgraficos, propiciam maiores homogeneidades durante todas areas manusgrafadas.

    Quem altera o “angulo de pegada”, e a intromissao do clipe fixo no corpo, com a mao, quando semigira-se a lapiseira apoiada na articulacao proximal da falange do dedo indicador.

    Cito de angulos intemeratos: Pentel Graph Gear 1000 nos diametros .3, .4, .5, .7 e .9mm, mantendo o clipe em diagonal ou seja, com a sua ponta dentro do corpo, certificando semigiros livres e; OHTO Super Promecha 1500, .5, .7 e .9mm, contentora da presilha do clipe,desrosqueavel/rosqueavel, podendo mante-lo a 180 graus no ato do uso longo.

    Ambas com alguma”s” outras variaveis positivas, que conjuntas em cada qual, as tornam duas lapiseiras dignas de usos, nao tao so manusgrafando tais quais ditas, mas tecnicamente tambem utilizadas a contento.

    Enumerar suas “variaveis positivas” delongaria, entretanto pelos menos uma variavel de cada: Graph Gear 1000 ao ter seu clipe acionado pelo seu topo, saindo a sua ponta de dentro do corpo e recolhendo a mina exposta conjunta com a ponteira, ficando protegidas; Super Promecha 1500 tem regulaveis em alturas, tanto a exposicao da mina a cada “click” quanto da ponteira.

    Penel & OHTO sao metalicas, cujas vidas uteis prolongadas e seus portes no bolco ou na lapela — podem crer — denotam escolhas acertadas e uteis, de fato!

    Dito o que disse por te-las, deveras prestativas em seus usos.

    Obrigado pela atencao.

    • Excelente resumo das principais características dessas excelentes lapiseiras, Morais! Estou para comprar uma GraphGear 1000 há tempos, por ora só tenho uma 500. A OHTO Supres Promecha 1500 também é fantástica: elegante e precisa. Espero poder retornar a escrever no blog logo, há várias outras máquinas que merecem ter uma crítica aqui.

      Seja bem-vindo ao blog!

    • Olá, Olisses! Por que a Pentel parou de adicionar agulhas metálicas presas às borrachas, eu não faço ideia. Provavelmente, por questão de segurança. O fato é que as agulhas, apesar de práticas, não são indispensáveis. Sempre que a grafite voltar ou quebrar, pare de clicar (só ajuda a quebrar mais ainda a grafite) e abra a rosca para retirar a grafite. Caso tenha ficado presa na manga metálica, dê umas batidas na boca da manga (ponta que se usa para escrever) para ajudar a empurrar a grafite. Então, use uma pinça para “pescar” a grafite pelo lado de dentro. Caso não tenha uma pinça à mão (o que sempre acontece), bata a ponta metálica contra uma superfície dura (a parte rosqueável para baixo). Se nada adiantar, pegue uma grafite inteira e enfie na manga metálica pelo lado de fora – este é o jeito mais frustrante, sujo e eficaz de conseguir tirar a mina da manga.^^UU Felizmente, esta última situação só acontece uma vez a cada 2-3 meses.

      Bem vindo ao blog!

  6. Esse modelo é silencioso, quando aperta não faz “barulho”. Ou quando aperta tem o clássico “Click” ? xD

  7. Oi Mari !! Parabéns pelo blog !! Mari vc sabe qual a família da mina que vem nas lapiseiras P203,P205,P207 e P209 da Pentel?

    Obrigado desde já !

    • Olá Isa! Sei que a mina é da Pentel (nããão, imagine se poderia ser outra), mas não sei exatamente o tipo. Provavelmente é a grafite de alta performance Ain Stein.

      Obrigada pelo elogio e seja bem vinda!

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