Capim Santo

Tudo começou com a idéia de se reunir o pessoal da faculdade. Logo, estávamos discutindo onde iríamos comer. Afinal, como já dizia Frank Herbert (autor da série de livros Duna):  “o ato de compartilhar uma refeição é uma das formas mais antigas de fortalecer/ratificar os laços”. Com o RestaurantWeek rolando solto na época (começo de setembro), a escolha óbvia era aproveitar um dos restaurantes da promoção. Óbvia entre aspas. Depois de muita carnificina, chegamos a um consenso – um consenso de duas e ditadura para o resto – de almoçar no Capim Santo.

O restaurante Capim Santo segundo ele mesmo:

Nossa cozinha, toda envidraçada, rodeada por um jardim tropical e jaboticabeiras, permite que você acompanhe a rotina da nossa equipe e o preparo de todos os pratos servidos no restaurante. Tudo com harmonia. Os temperos se misturam em perfeita alquimia de sabores e alto astral. No comando deste fogão, a Chef Morena Leite.

Como nossa turma era teoricamente grande – digo teoricamente porque sempre falta alguém – fomos alojados na adega, onde podíamos ficar à vontade. A adega ficava nos fundos do restaurante e para acessá-la tínhamos de atravessar uma parte aberta com chão em pedregulho e areia (ótimo para sapatos de salto alto) cercada de bananeiras (praga que nem geada mata), adentrar uma parte coberta (com self-service de comida bem brasileira, parecia uma delícia), sair novamente para os pedregulhos e então se chegava à adega.

Restaurante Capim Santo (Fonte: site do restaurante)

A adega era um espaço circular com um armário envidraçado cheio de vinhos (não! vinhos numa adega?!?) com uma mesa ao estilo da Távola Redonda do Rei Artur (só que vazada no meio), sob um lustre feito de talheres. A adega era isolada do resto por portas de vidro. Ainda bem que os garçons não se esqueciam da gente. Aliás, os garçons eram super simpáticos. Perguntei ao garçom o que era o tal do capim santo. “Ah, é uma erva parecida com a erva cidreira”. Erva cidreira? Minha amiga torceu o nariz e me amaldiçoou por trazê-la num restaurante de erva cidreira. “Mas tem outras coisas que não vão erva cidreira”, emendou o garçom. Pedi um suco de capim santo mesmo, só de sacanagem, já que eu estava sentada ao lado dela. Hehehehe!

Adega do Restaurante Capim Santo (Fonte: site do restaurante)

De entrada, pedi um tabule de quinoa com abóbora e castanha do pará. Meio esquisito, mas bem comestível. Nada que me faça pedir bis: parecia arroz com pedacinhos duros de castanha. A apresentação estava melhor do que o tartar de atum com pérolas de tapioca que alguns pediram, mas este parecia estar bem melhor em termos de sabor.

Tabule de quinoa com abóbora e castanha do pará

Para prato principal pedi uma polenta branca com requeijão e ragú de cordeiro. O ragú estava meio forte, mas a polenta estava bem insossa (nada identificável), então fazia um bom contraponto. Estava muito bom mas nada excepcional. Alguns pediram Saint Peter com talharim de abobrinha e raspas de limão, crentes que viria macarrão misturado com abobrinha. Não, só veio abobrinha ralada em formato de talharim. A decepção era visível, hehe. Não parecia estar muito bom, pois o pessoal do Saint Peter ficava babando em cima do ragú de cordeiro. Alguns seres naturebas pediram kibe de berinjela com coalhada fresca e mix de folhas, mas embora dissessem que estava bom, ninguém acreditou.

Polenta branca com requeijão e ragú de cordeiro

Para sobremesa: creme de cupuaçu, porque ninguém merece comer pudim de capim (depois do suco de capim santo, eu não queria mais nada com aquela erva). Parecia mais sorvete de creme, hiper gelado e com aspecto de frozen yogurt. Não gostei muito. O resto do povo parece ter gostado das sobremesas, mas não ouvi nenhum “que delícia!”

Se por um lado o cardápio proposto para o RestaurantWeek é pobre, o self-service regular parece ótimo! Mas é bom estar atento: aparências enganam. O dia que eu experimentar eu conto.^^

RESUMO

Local

  • Endereço: Al. Min. Rocha Azevedo, , 471 – Jardins – São Paulo
  • Telefone: (11) 3068-8486
  • Site Oficial: http://www.capimsanto.com.br
  • Horário de Funcionamento: de terça a sexta no almoço 12:00 às 15:00hs, terça a quinta no jantar 19:30 às 24:00, sexta feira jantar, 19:30 à 1:00hs e sábado jantar das 20:00 à 1:00hs, sábado no almoço 12:30 às 16:30hs e domingo somente no almoço 12:30 às 17:00hs

(Fonte: RestaurantWeek / set 2010)

Consumação

  • Preço total: R$ 40+ (um pouco acima desse valor)
  • Pratos: 1 refeições do Cardápio RestaurantWeek (1 entrada + 1 prato principal + 1 sobremesa por refeição = R$ 30) + 1 suco + 1 café

Pontos positivos

  • Aceita Sodexo!
  • Garçons simpáticos.

Pontos negativos

  • Chão de pedregulho em algumas partes.
  • A entrada é pífia.
  • A comida não é lá grandes coisas.

Opinião

  • Valeria a pena se a alma não fosse pequena e se dispusesse a pagar beeem mais por uma refeição decente no mesmo restaurante.
Anúncios

3 comentários em “Capim Santo

  1. Mari, concordo com você: a comida é insossa, saí pensando “faltou algo no meu almoço…”. Realmente não vale o preço que pagamos.
    Mas o ambiente eu achei legal, gostei bastante, gosto de lugares com vegetação, plantas e pedregulhos, pois querem nos trazer a natureza.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s